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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Saudade do subsídio

Este é o primeiro fim-de-semana sem subsídio de férias para reformados e funcionários públicos. A notícia já era conhecida há meses, anunciada por Vítor Gaspar, mas só agora é que o mês extra, pago habitualmente em Junho, não aparece no recibo.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 24 de Junho de 2012 às 01:00

Só as pessoas com salários mais modestos é que não tiveram o corte integral. É um duro sacrifício para quem o salário adicional representava uma almofada indispensável. E o pior é que mesmo com este corte draconiano na despesa e com uma austeridade a pão e água, a meta do défice não será alcançada. Nem em 2018 os funcionários públicos e reformados vão conseguir recuperar os dois meses adicionais que este ano foram retirados.

À conta da degradação financeira do Estado, também se degradam os direitos dos cidadãos. É um caminho perigoso pensar que os direitos adquiridos são regalias que é justo suprimir. É uma triste via que só leva ao empobrecimento e à inveja. Nenhuma sociedade prospera se não seguir o primado da lei.

A OPA brasileira sobre a Cimpor injectou alguns milhões na Banca portuguesa, mas os prejuízos a prazo vão ser notórios. A gestão já não é portuguesa e o PSI 20 perdeu a cimenteira.

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