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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Seguir a bola

O futebol mostrou que a Alemanha está bem com Merkel e que a Grécia saiu do Euro, mas a vida dos povos não se mede por golos. A melhor lição das alegrias com a selecção portuguesa é que, às avessas dos oráculos pessimistas, não carregamos maldição.

João Vaz 24 de Junho de 2012 às 01:00

Com futebolistas ambiciosos e trabalhadores, como Figo e Ronaldo, que ganharam duas Bolas de Ouro em menos de uma década, a selecção das quinas está no topo mundial. Ainda não conquistou qualquer título, mas, desde 2000, vai jogar pela quarta vez as meias-finais. É um palmarés à alemã, que disputa a sua quarta meia--final seguida, embora também não ganhe nada há 16 anos.

O êxito à alemã na bola não existe na vida económica e social. Há um travão à ambição, ao trabalho competitivo, até à internacionalização que os futebolistas tão bem expressam, emigrando com vantagens para a sua vida profissional. E falta quem dirija bem. No futebol, também já se viu como comandantes incapazes enfraquecem gente forte. Os portugueses têm de ser mais exigentes em relação aos governantes. E mudar o sistema de escolha dos políticos para que isso seja possível. Não é a discutir clubes que lá chegamos.

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