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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

Segurança e liberdade

Entre o oito e o oitenta e oito, há oitenta unidades. Perante alguns ‘alegados’ excessos policiais, Alberto Costa – actual ministro da Justiça, à época ministro da Administração Interna de António Guterres – declarou publicamente: “Esta não é a minha Polícia!”

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 4 de Outubro de 2006 às 00:00
A travagem foi brusca. Convém lembrar que vínhamos do excesso ditado pelo consulado de Dias Loureiro. Então, a tutela levou mais de 48 horas a assumir que a Polícia disparou sobre manifestantes no âmbito da convulsão causada pelo buzinão da velha ponte sobre o Tejo.
Entre o excesso e o defeito, instituições centenárias, a nossa PSP e GNR depressa se adequam ao discurso político. Desde a orfandade ditada por Alberto Costa, os jornais ficaram cheios da história repetida que acaba com assaltantes, traficantes e outros meliantes a desaparecerem na noite após longas perseguições policiais. Porquê?
O polícia que dispare tem problemas, o que assobia para o lado, não. E aqui chegamos ao velho dilema que tem sido sempre resolvido à canhota: é melhor um culpado em fuga do que um inocente atingido. Será. Mas, um inocente foge? E depois de fugir continua inocente? O que deve a Polícia fazer? Deixá-lo escapar mesmo sem poder averiguar o que o leva a fugir?
Fora do politicamente correcto, à luz do que hoje se sabe, mesmo com uma lamentável morte, ao GNR que no Porto disparou sobre os pneus de um carro, que há quilómetros escapava ao controlo, milhões de portugueses dirão em coro: esta é a nossa Polícia!
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