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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

Segurança e turismo

O rapto de Madeleine no Algarve de imediato reabriu em Inglaterra um debate à volta da segurança na região portuguesa preferida pelos ingleses para gozarem férias. Multiplicaram-se as vozes críticas na imprensa britânica e dos operadores turísticos algarvios já se fez ouvir o habitual clamor sobre os prejuízos que a mediatização do caso poderá provocar nos cofres do turismo algarvio.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 6 de Maio de 2007 às 00:00
As duas perspectivas de análise são deploráveis. Tudo o que se sabe até agora sobre o caso não permite censurar a segurança portuguesa nem a referida mediatização.
Antes de criticar a segurança no Algarve convém lembrar que esta família inglesa passava férias num empreendimento privado, cujo proprietário é britânico, sem vigilância própria. E que Madeleine e os seus irmãos se encontravam desprotegidas do olhar vigilante de um adulto. Não haveria um polícia português que pudesse evitar tal tragédia.
Por fim, olhar para os riscos da inevitável mediatização de um caso destes quando todos os corações são atravessados pela angústia da incerteza do destino de Madeleine é, no mínimo, de profundo mau gosto. Não há debate sobre a segurança ou sobre as receitas do turismo algarvio que prevaleça sobre a vida que brilha nos olhos esverdeados de Madeleine.
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