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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Segurança em xeque

O ridículo é fatal para a autoridade. E sem autoridade que se imponha e faça acatar, não há segurança possível. A propósito da invasão de uma esquadra da PSP, o ministro da Administração Interna estipulou há tempos que a casa da autoridade nunca podia ficar entregue a um agente sozinho. De facto, mais vale fechá-la. <br/><br/>

João Vaz 17 de Agosto de 2008 às 00:30

Acontece o mesmo com a segurança das populações. Se há só dois guardas para patrulhar três concelhos alentejanos – Alvito, Cuba e Ferreira do Alentejo –, como se referiu no CM, o melhor é declarar a zona abandonada pela autoridade do Estado. Talvez lá nascesse algum Kosovo. Não há pior do que as pessoas se imaginarem protegidas e os ladrões e outros criminosos actuarem com impunidade.

A autoridade não se exibe só com os seguranças do Presidente da República e do primeiro-ministro. Onde a lei, a justiça e a paz vigoram, com efectiva segurança, até se dispensa esse espectáculo, porque todos sabem que não há hipótese de impunidade.

No Portugal a duas velocidades, acabou-se com o selo no vidro do carro porque se supõe que em qualquer esquadra seja possível por acesso informático a polícia saber se a pessoa pagou ou não o imposto municipal. Porém, nos três referidos concelhos do Alentejo é difícil que alguma vítima de assalto consiga socorro com o habitual ‘Ó, da Guarda’. Não há autoridade para o ouvir.

 

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