Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
6
11 de Agosto de 2008 às 00:30

Em 2004, veio para Faro e tive o privilégio de, pela primeira vez, trabalhar directamente com ele. A investigação do chamado ‘Caso Joana’ marcou-nos a todos e, principalmente, a ele se deve a descoberta da verdade. Era um profissional incompreendido por alguns, amado por outros, mas respeitado por todos.

Na passada semana, encontrei-me com o Júlio no lançamento de um livro no Porto, estando o mesmo acompanhado da sua mãe, Maria Madalena, a qual já havia assistido à morte de outro profissional de polícia, o seu marido e antigo inspector-chefe da PJ, Júlio Santos. Revivemos alguns casos do nosso passado de polícias, o que agora parece ter sido um prenúncio de uma despedida nunca prevista.

Morreu um homem, um filho, um pai, um esposo e um amigo. Mas não deixa de ter desaparecido um profissional de polícia sempre disponível e competente, que se destacou no combate à criminalidade violenta e organizada.

Por ti, Júlio Fernando, bem se pode dizer como no fado, "silêncio que morreu um (poeta) polícia".

Ver comentários