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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Sim, mas

Poucos portugueses esperariam que o Tribunal Constitucional, considerando o seu historial, determinasse que os cortes nos subsídios de Natal e de férias – já de si uma asfixia económica e uma injustiça – fossem inconstitucionais.

Joana Amaral Dias 7 de Julho de 2012 às 01:00

Mas maior que essa surpresa foi a de ouvir que, sendo os cortes interditos segundo a lei fundamental, este ano mantêm-se e não serão devolvidos.

Qualquer coisa como "É proibido? É. Mas pode-se fazer? Pode, mas é proibido". Lembra-se? É do tipo loucura, do género se não consigo decidir entre o boné azul e o vermelho, levo ambos.

Enfim, algo que, sendo totalmente paradoxal, já se tornou num clássico da sociedade portuguesa. Pior. No meio desta anfibologia, este tribunal abriu a porta para a mais perversa opção: penalizar não só os funcionários públicos como também os trabalhadores do privado.

Veremos como decide Passos Coelho. Certo é que ficará a dúvida se esta artística decisão do Tribunal Constitucional não pretendia atingir um resultado mais favorável ao governo que, não podendo esganar os portugueses só com um cordão, acabará por o fazer com dois, mesmo perante previsíveis e catastróficas consequências. E nunca tentando puxar a cordel da solução.

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