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Correio da Manhã

Opinião
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27 de Julho de 2013 às 01:00

Bem conhecido e esgrimido pelos juristas, há, no entanto, que utilizar tal aforismo com critério parcimonioso nas decisões judiciais e o mesmo se diga das truculentas alegações forenses, onde, não raras vezes, a quantidade exagerada de afirmações e citações está longe de corresponder à qualidade indispensável ao bom desempenho com vista ao êxito da causa.

Horas exauridas na leitura e na meditação para a pesquisa do sentido no ‘mare magnum’ da prolixidade, decerto que pouca valia oferecem para uma acertada e justa decisão, dado que o peso do argumentário convincente não emerge, quase nunca, de uma escrita de invejável fôlego, mas de fraco proveito como esforço de convicção. Numa época em que se visa o ataque à morosidade processual, importa ter no horizonte a necessidade da simplificação das decisões judiciais, sem quebra do rigor terminológico e científico que as deve enformar, mas sem extensões gongóricas, de todo despiciendas.

Em época de crise, a poupança das palavras também pode valer ouro!

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