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Correio da Manhã

Opinião
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7 de Julho de 2012 às 01:00

Não podemos deixar de pensar num sindicalismo de classe, fundado na autonomia e na independência perante o poder político, permanentemente orientado pela afirmação democrática nos seus processos e práticas.

Os juízes, contrariamente a outros órgãos de soberania, têm uma carreira, são avaliados com necessária expressão nessa carreira. Têm exclusividade obrigatória por lei (ao contrário dos deputados) e não decidem sobre a respectiva remuneração, deferida ao poder político.

Têm ou não direito de defender melhores condições de trabalho? Têm ou não direito à sua realização profissional e a defender maior transparência de critérios de ascensão? É por isso que consideramos demagógica a afirmação: são órgãos de soberania, portanto, não podem ter sindicatos.

Onde está a nossa representatividade democrática então? Quem decide então o que enunciei? Outro Órgão de Soberania que, sem a menor representatividade dos visados, passa a decidir da nossa carreira, das nossas condições de trabalho, da nossa remuneração. E nós "como somos órgãos de soberania" permaneceremos calados. Espero todas as críticas, claro.

Alexandra Veiga Correio da Justiça
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