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Correio da Manhã

Opinião
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5 de Julho de 2012 às 01:00

E também sentiu na rua, e na pele, o descontentamento dos portugueses e a instrumentalização desse descontentamento, a ponto de ser fisicamente agredido. Por isso, e pelo que ele representa para a nossa democracia, custa-me ouvi-lo agora a avisar o primeiro-ministro que o povo português não é tão paciente como parece e que a indignação pode descer à rua "quando menos se espera".

Porque este aviso soa demasiado ao desejo velado (partilhado por grande parte da esquerda) de ver a nossa Avenida da Liberdade transformada numa incendiada Praça Syntagma. Mário Soares conhece bem o valor da coesão e da paz social e conhece melhor a coragem de governar em tempos difíceis. Porque a sua voz ainda é respeitada – e bem –, gostava de o ouvir condenar as autênticas esperas organizadas que, nos últimos dias, têm feito ao primeiro-ministro e a outros membros do governo.

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