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Correio da Manhã

Opinião
13 de Janeiro de 2011 às 00:30

Não é novidade para ninguém que o ex-presidente da República nunca mais perdoou ao velho amigo essa candidatura rebelde. E as relações pioraram quando Alegre conseguiu um surpreendente segundo lugar. É evidente que Mário Soares foi muito claro sobre esta candidatura. Nunca a apoiaria, ponto final. Mas nos bastidores também é sabido que o histórico socialista fez tudo para arranjar umas pedrinhas, que foi colocando no caminho de Alegre.

A primeira, grande, chama-se Fernando Nobre, que contou com o apoio de alguns membros da família Soares. ‘Correio Indiscreto’ sabe que em plena polémica das acções do BPN, Soares sugeriu que Alegre devia continuar a martelar o assunto, nomeadamente sobre quem comprou as acções a Cavaco Silva. Manuel Alegre soube do conselho e, claro, caiu na esparrela. Facto que deixou Mário Soares muito, muito feliz.

OBRAS PÚBLICAS: MINISTRO 'VERDE' COM O PAULINHO

O ambiente no Ministério das Obras Públicas é pior do que mau. O ministro António Mendonça caiu no Palácio do Conde de Penafiel e cedo percebeu que tinha à perna o socialista e grande amigo de José Sócrates, o seu secretário de Estado Paulo Campos, o único que ficou depois das eleições de 2009. Os dois mal se falam, e o pobre do ministro acusa o seu secretário de Estado de todas as gaffes, erros, desmentidos e intrigas passadas para a Comunicação Social. Só resta a remodelação.

PRESIDENCIAIS II: GALILEI, AMIGA, A EX-SLN ESTÁ COM ALEGRE

É natural que o candidato Manuel Alegre nunca mais fale das acções compradas e vendidas por Cavaco Silva à SLN de Oliveira e Costa. E isto porque a nova SLN, que agora se chama Galilei, é muita amiga dos socialistas. O seu presidente, Fernando Lima, é membro da Comissão de Honra de Manuel Alegre e a sede de campanha pertence ao mesmo grupo. Como se vê, agora é tudo gente boa, pura, fraterna, socialista, que odeia especuladores e o capitalismo de casino.

PRESIDENCIAIS III: FIM DOE ANO NA CASA DO CÔRO

Cavaco Silva e a família passaram o Fim do Ano na Casa do Côro, um hotel maravilhoso na aldeia histórica de Marialvas, concelho de Mêda. Uma escolha óbvia para vários membros da sua campanha. O candidato presidencial não podia ter escolhido melhor, tendo em vista os couros que ia encontrar.

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