Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
1
6 de Outubro de 2011 às 01:00

Por isso, fiquei surpreendido com a sua decisão de anular a atribuição de prémios pecuniários aos melhores alunos do ensino secundário e "distribui-los" por projectos de cada escola. Decisão que, aliás, mudou as regras de jogo com efeitos retroactivos e frustrou as legítimas expectativas de alunos. E os 500 euros de prémio se têm significado para um aluno, nada representam para uma Escola. À boa maneira esquerdista, olhou-se para um prémio pecuniário como se fosse um "pecado".

Esta apropriação colectiva do reconhecimento individual contraria a ética do esforço e do mérito. E é incoerente. Para os professores, o ministério (e bem) avalia-os individualmente, premiando na carreira o mérito e a competência. Para os alunos, socializam-se aquelas qualidades.

Mau sinal, num país carente de elites de valor e carácter e tão pejado de cinzentos igualitarismos onde tanto faz ser competente e aplicado como o seu contrário.

Ver comentários