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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Se procurarmos muito bem, há políticos razoáveis. Se não procurarmos de todo, há políticos péssimos ou simplesmente maus. E há Sócrates. Quem é? Não faço ideia. O que defende? Desconheço. Claro, não ignoro tratar-se do líder do PS e candidato a primeiro-ministro. Também tenho uma vaga ideia de que promete a co-incineração, a criação de 150 mil empregos e a felicidade global.
Estas banalidades, porém, não chegam para uma opinião, fundamentada ou gratuita. Apesar dos seus defeitos (ou graças a eles), Santana é óptimo a suscitar reacções. Sem defeitos ou qualidades visíveis, Sócrates não provoca nada. E até o epíteto de “sombra de Guterres” parece aqui desajustado: com ele, nem sombra. Sabem aquelas figuras de cartão nas sessões de autógrafos, com a imagem do autor a corpo inteiro? Sócrates é a figura de uma sessão sem autor.
Um dia, talvez se prove que Sócrates não existe sequer. E que, quando os congressistas do PS o elegeram, se limitaram a votar em branco. Por mim, desconfio que uma boa parte dos portugueses, no dia 20, irá sentir exactamente o mesmo.
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