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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Sócrates acredita

Façamos ainda alguma fé nas palavras (e nas esperanças) do primeiro-ministro: Sócrates disse ontem que o desemprego, apesar de ter subido, vai parar de aumentar nos próximos meses.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 3 de Julho de 2010 às 00:30

Não é uma promessa mas uma esperança. Vamos ser positivos, esta coisa agora muito em voga no discurso de alguns políticos, e acreditemos que até ao fim do ano o desemprego não continuará a progredir e, pelo contrário, vai regredir.

Os sinais de todos os dias não apontam nesse sentido. Os sinais de todos os dias, exceptuando o punhado de empresários que ainda têm a coragem de apostar na indústria e em sectores que fazem a diferença, são de desistência, de impotência ou de histórias mal contadas.

Como aquela do apoio que o Estado vai dar a um negócio de painéis solares em Abrantes. Para que acreditemos em Sócrates e na sua profecia (ainda não é mais do que isso...) de que o desemprego vai baixar nos próximos meses, é fundamental que o Governo se comporte de forma clara na distribuição do seu próprio investimento e dos apoios que dá. Ora esse é um dos grandes problemas: não é nada claro que, mesmo neste contexto de crise em que vivemos, o Estado não esteja a desperdiçar recursos públicos e que não venhamos a ter mais uma manada de elefantes brancos por aí.

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