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Correio da Manhã

Opinião
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30 de Abril de 2005 às 00:00
E, à imagem do que tem sido o actual Executivo, foi peremptório: frisou que, com ele, o acordo e respectivo pagamento feito pelo seu antecessor jamais seria cumprido. Ontem, José Sócrates foi confrontado com a decisão, da equipa de Bagão Félix, de adiar para 2010 o acerto das dívidas com os clubes de futebol. “Fui surpreendido por essa notícia, assim como todo o País”, disse o primeiro-ministro, acrescentando…nada.
Um incompreensível silêncio em alguém que tanto tem investido em mostrar--se diferente dos seus antecessores pela coragem de enfrentar os poderes e os ‘lobbies’. Mas, pelos vistos, há um, e logo um dos nefastos ao País, que vai continuar intocável: o futebol. Não fosse assim, e Sócrates – o mesmo que afrontou, e bem, os farmacêuticos (ao acabar com a venda exclusiva de medicamentos nas farmácias) e os agentes da Justiça (com a redução das férias judiciais) – não se limitaria a ficar apenas “surpreendido”.
Teria intervindo sobre a decisão do anterior governo, como fez o seu ministro da Saúde. Ou os clubes vão ficar, durante esta legislatura, imunes ao anunciado ataque à fuga ao Fisco?
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