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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Abril de 2006 às 00:00
É normal que alguém que planeou quatro ou cinco dias de descanso, não trabalhe com o mesmo empenho no meio-dia que antecede o seu período de lazer.
Numa altura em que tanto se fala de esforço para sair da crise, de solidariedade e de produtividade, o que leva qualquer Governo a legitimar que o País perca mais dias de trabalho? Uma das medidas do SIMPLEX de José Sócrates deveria ser, pura e simplesmente, abolir as ‘tolerância de ponto’. Quando existem feriados descansa-se, nos outros dias trabalha-se! Não há nada mais simples do que isto. Criar zonas cinzentas de ‘tolerância de ponto’ é pactuar com a ineficácia de que o Governo tanto diz combater.
DEIXEM O MERCADO FUNCIONAR
A febre das OPA parece ter diminuído. Na semana em que se realiza a Assembleia Geral da Portugal Telecom (PT), que vai eleger o Conselho de Administração e a Comissão Executiva, veio a notícia de que a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não autorizará um leilão entre os diversos interessados na operadora. Esta decisão tem como pano de fundo uma Directiva Comunitária (ainda não transposta para o Direito português). O que pode dizer Carlos Tavares aos 400 mil accionistas da PT? Que vão ganhar dinheiro... mas não muito. Porque o órgão de supervisão não permitirá mais do que duas ou três ofertas. Isto significa que, em vez de ganhar 10 ou 20 euros por acção, os detentores de ‘papéis’ da PT terão de se contentar com cinco ou oito euros. É uma estranha forma de proteger os accionistas, especialmente aqueles que possuem menos títulos.
Para além da Assembleia Geral da PT, cuja ordem de trabalhos está já a dar polémica, também se realiza a reunião magna do BPI, outra vítima das OPA que quer cerrar fileiras contra a oferta do Millennium/BCP. Fernando Ulrich, com a inteligência que se lhe conhece, foi hábil na argumentação. Centrou-se na criação de valor e apresentou números para comparação.
- Petróleo Mais uma vez, a conjuntura internacional está a levar a uma escalada dos preços do petróleo. Tudo está mais caro e ficará ainda mais. Também, mais uma vez, se fala na opção nuclear.
- Concertação Pela primeira vez, em muitos anos, a Concertação Social foi sinónimo de acordo. E numa questão particularmente difícil como é a prestação do subsídio de desemprego.
- Agricultura Para que serviram os milhões de euros que a PAC deu aos agricultores portugueses? Quais as culturas mais rentáveis? Que tipo de projectos têm mais sucesso? É urgente um estudo sobre estas questões.
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