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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

Solstício de Verão

Ocorre amanhã, 21 de Junho, o solstício de Verão, data em que começa oficialmente o estio e que corresponde, no Hemisfério Norte, ao dia maior do ano. Pondo de lado as previsões astronómicas, constatamos que o Sol ocupou sempre, em todas as civilizações, um lugar central na religião e nos costumes.

F. Falcão-Machado 20 de Junho de 2008 às 00:30

Com efeito, dos movimentos do astro-rei dependiam os ciclos agrícolas, as colheitas e a subsistência da comunidade. As civilizações mais antigas – egípcia, persa, mas também inca e maia – adoravam o Sol, que era igualmente objecto de devoção na Grécia e na Roma antiga. E não foi certamente por acaso que, no ano 336, o Imperador Constantino I aproveitou os festejos pagãos de um solstício para proclamar o Cristianismo como a religião oficial do Império romano. Nos países nórdicos, o chamado ‘Midsommerdag’ é a reminiscência de um culto ao apogeu solar em que a noiva oferecia a sua virgindade ao noivo.

A Igreja, por seu lado, adaptou certas datas festivas de outras crenças à liturgia cristã, o que pode explicar a proximidade do dia de S. João ao solstício de Verão. O conhecido conjunto megalítico de Stonehenge, de origens possivelmente célticas, estava relacionado com observações astronómicas e, por isso, no dia 21 de Junho, o Sol nasce em perfeito alinhamento com a pedra principal do misterioso monumento. Numa altura em que na cena internacional tanto se fala da céltica ‘Ilha Esmeralda’, somos tentados a confiar, em termos de metáfora, na boa influência do solstício de amanhã na alma desses nossos apreciados parceiros europeus.

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