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Correio da Manhã

Opinião
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José Rodrigues

Sonhos de Natal

Não sou muito dado a açúcares, mas neste Natal não resisti a uns sonhos. Sei que não podemos abusar deles, mas um dia não são dias, e, afinal decontas, como diz o povo,para amarga já basta a vida…

José Rodrigues 26 de Dezembro de 2011 às 01:00

Assim, na noite da Consoada, permiti-me uns quantos sonhos, bem dourados e açucarados: que em 2012 vamos conseguir cumprir a meta do défice de 4,5%; que não serão mesmo necessárias medidas adicionais de austeridade além das previstas; que em 2013 vamos começar a sair da crise; que não será necessário prepararmos um plano B para a saída do euro… Eram, afinal, os mesmos sonhos que nos têm sido "vendidos" por quem nos governa, mas no Natal ninguém leva a mal…

Por esta altura, o telejornal que começava devolveu-me à realidade. Da mensagem de Natal do Cardeal-patriarca, retive a frase inicial, que dizia que em Portugal "há crise de esperança", e pensei que esta é talvez a crise mais grave que actualmente enfrentamos. Mas em breve voltei aos sonhos, ao ouvir o cardeal defender que "um dos frutos do presente sofrimento colectivo pode ser levar a sociedade a abrir-se a uma nova etapa de civilização, que dê maior prioridade à pessoa, uma ordem económica que acentue o bem comum"…

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