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Correio da Manhã

Opinião
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1 de Julho de 2004 às 00:00
A substituição de um primeiro-ministro nunca é simples, mas em Portugal há tendência para exagerar. Desde o dia em que se soube da partida de Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia, o rol das questões a resolver não tem parado de aumentar. As Eleições Europeias a que a maioria dos portugueses não deu importância e só foram notícia pela morte de Sousa Franco e o castigo político da coligação PSD-PP, de resto comum aos partidos no governo em quase todos os outros países da UE, tornaram-se factor decisivo da crise. A personalidade polémica e o estilo controverso do previsível futuro primeiro-ministro chegaram para abalar as mais firmes convicções institucionais. Enfim, o facto de o substituído assumir um lugar de destaque no concerto internacional também gerou alguma ferrugem.
A realidade é que o suspense político bloqueou o espírito de férias. Vale-nos que Portugal não pára. E que a Selecção anda sempre para a frente.
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