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Correio da Manhã

Opinião
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29 de Dezembro de 2005 às 00:00
Nos 700 mil funcionários públicos haverá de tudo. Gente instalada, que arrasta a vida activa – passe a expressão – com uma vaga gratidão a quem lhe arranjou um lugarzinho no Estado; até gente pró-activa, orgulhosa do que faz. Que pretende fazer cada vez mais e melhor. Disponível para atender, aprender e ensinar cada vez mais.
O drama é que, para uns e outros, o aumento proposto pelo Governo será igual: 1,5 por cento. Exagerado para muitos, tão injustamente minguado para outros. O Estado só pode apontar o caminho do desenvolvimento se começar por si próprio. A modernização caminha lenta. Os sindicatos anquilozados contam com esta mole de gente diferente para fazerem o seu ramalhete reivindicativo.
Quando é que, em Portugal, veremos um sindicato defender as promoções por mérito, os prémios de produção diferenciados, os despedimentos agilizados para os relapsos ineptos? Nunca. Os sindicatos europeus – mesmo os moderados – nasceram da pena dos pregadores da luta de classes. E agonizam agora, lentamente, agarrados aos últimos raios de um sol que já se pôs no Leste.
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