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Correio da Manhã

Opinião
6
5 de Julho de 2002 às 23:30
SIM

A taxa de 0,2 g/l nunca existiu. Esteve em vigor, mas os condutores multados acabaram, mais tarde, ilibados. Assim como quem espera provas científicas sobre a relação alcoolemia/sinistralidade, jamais as terá, quer defenda uma ou outra taxa. Por isso, a prioridade tem de privilegiar a educação cívica dos condutores, a fiscalização pedagógica e o rigor severo na aplicação das multas por excesso de álcool. O resto é desperdiçar tempo.

Rui Hortelão (Subeditor de Actualidade/Reportagem)

NÃO

Merecia uma gargalhada se o caso não fosse muito sério. Num País em que a consciência dos condutores deixa muito a desejar e algumas, muitas, estradas são claramente defeituosas, o Governo não resiste aos lóbis. Portugal torna-se assim um caso ímpar no que à Lei do Álcool diz respeito: em vez de reduzir, aumenta. Tudo em nome de hábitos culturais e ao arrepio de qualquer estudo sério sobre a relação entre a alcoolemia e a sinistralidade.

Paulo Fonte (Editor Portugal)
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