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Correio da Manhã

Opinião
18 de Janeiro de 2011 às 00:30

O problema é que os clientes dos bancos não pagam estas taxas, mas sim as euribor acrescidas de um ‘spread’. E os ‘spreads’ não são fixados por decreto, mas decididos pelos bancos na sua relação com os clientes – e sobem ou descem na exacta proporção do risco estimado. Ora, no último ano, o risco de crédito em Portugal disparou e os ‘spreads’ também. Um crédito à habitação, que chegou a ter ‘spreads’ abaixo dos 0,5%, é agora quase impossível de encontrar abaixo de 2% e, em muitos casos, ultrapassa os 4%. No último ano, as prestações médias pagas pelos portugueses pelas suas casas aos bancos subiram 15%.

Nas empresas, as linhas de financiamento tradicionais estão a ser fechadas ou renovadas a preços também na casa dos 5% ou 6%. Ora, numa economia que nada cresce e com inflação na casa dos 2%, é impensável suportar taxas de juro acima de 3%. É por isso que se diz que o financiamento externo português está em níveis insustentáveis.

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