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Correio da Manhã

Opinião
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4 de Maio de 2010 às 00:30

O Benfica tem três baixas (Coentrão, Javi e Di María) mas basta-lhe um empate. Porém, a regularidade e a eficácia bracarense são de tal ordem que Jorge Jesus sabe o que arrisca no próximo domingo se... Lembro que até hoje só uma equipa entrou para a última jornada como líder e não ganhou o campeonato: o Belenenses, em 1955. Tinha um ponto de avanço sobre o Benfica, que ficava em vantagem no caso de igualdade final. O ‘Belém’ empatou (2-2) com o Sporting, o Benfica venceu o Atlético (3-0) e sagrou-se campeão. O título vai para Braga em caso de igualdade final e não pense o leitor que seria a primeira vez. Seis campeonatos terminaram com os dois primeiros empatados e em quatro deles o prejuízo foi benfiquista – 1948: Sporting (campeão) e Benfica; 1955: Benfica e Belenenses; 1956: FC Porto e Benfica; 1958: Sporting e FC Porto; 1959: FC Porto e Benfica; 1978: FC Porto e Benfica.

Jorge Jesus encaixou com fair-play a derrota expressiva no Dragão (1-3) numa noite de acentuado brio portista, como aqui tínhamos previsto. O triunfo evitou um pandã encarnado, mas não a derrota mais custosa para Pinto da Costa: a ausência da Liga dos Campeões e o correspondente rombo na tesouraria. O FCP não ficava em 3º lugar há oito anos. Em Alvalade, três coisas paupérrimas: as bancadas vazias, o jogo sem brio do Sporting e mais uma derrota para Carlos Carvalhal, que não pára de reforçar o estigma de perdedor simpático. A folha de serviços dele – 10 derrotas e 7 empates em 32 jogos oficiais – é do pior que há na história dos treinadores do Sporting.

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