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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Novembro de 2010 às 00:30

Embora legalmente impedidos de exercer o direito à greve, os profissionais da GNR partilham do mesmo sentimento e estão solidários com as reivindicações e os processos de luta que se têm desenvolvido por toda a sociedade. Considerarem-se medidas altamente restritivas para uma área de tanta sensibilidade como a segurança interna, por muito que se afirme que a operacionalidade das polícias não será afectada, é arriscar o futuro do direito à segurança de todos os cidadãos e é degradar ainda mais as já enormes e precárias condições de serviço na GNR.

Refira-se que o investimento será reduzido em 25%. Para que não restem dúvidas, convém não confundir-se a dedicação e o profissionalismo das polícias, que vão garantindo níveis aceitáveis de segurança, com a inevitabilidade e consequências dramáticas destes cortes orçamentais. Os profissionais das forças de segurança exigem um estatuto profissional digno e não aceitam a instrumentalização do seu estatuto, transformando-os em cobradores de impostos, por isso, começam também a reclamar acções de luta. É inevitável.

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