Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
7
18 de Maio de 2003 às 00:01
Apesar da ausência de dados económicos favoráveis na zona do euro, é nos EUA que se centram as atenções, sem que se verifique ainda a esperada recuperação da economia americana. A recente sinalização pela Reserva Federal de que poderá descer novamente as taxas veio reforçar essas dúvidas. A referência pelas autoridades americanas de que um dólar fraco estimula o sector exportador contribui igualmente para este movimento.
O principal factor de risco para as exportações advém mais da rapidez da apreciação (10% face ao dólar desde o início do ano) que do nível. O BCE refere que os actuais níveis estão próximos da respectiva média de longo prazo. O impacto directo da apreciação do euro é reduzido, na medida em que grande parte do comércio externo é intracomunitário. No caso da Alemanha, mais de 2/3 das exportações têm como destino a zona do euro e os países candidatos à adesão, cujas moedas estão ligadas sobretudo ao euro. Todavia, as autoridades devem manter-se vigilantes, com o BCE a poder responder a uma maior apreciação do euro com um novo corte das taxas, deste modo contribuindo para o relançamento da economia europeia.
Relativamente ao turismo, o impacto da apreciação do euro pode ser diferenciado, afectando sobretudo os países do sul da Europa, embora grande número de turistas seja originário da zona do euro, onde já dominava o efeito do menor crescimento económico. Surgem outros desenvolvimentos, que poderão ter um impacto mais significativo, nomeadamente a crise da pneumonia atípica e eventuais efeitos relacionados com receios de actos terroristas, ainda na sequência da intervenção no Iraque.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)