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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

José Rodrigues

Tiro ao Álvaro

Em apenas oito meses de governação, o superministro Álvaro Santos Pereira perdeu quase todos os seus superpoderes e corre o sério risco de se tornar irrelevante.

José Rodrigues 5 de Março de 2012 às 01:00

Em Junho, Passos Coelho entregou-lhe, além da Economia e do Emprego, a tutela da Energia, Turismo, Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, e Desenvolvimento Regional: era obra para alguém sem experiência governativa, mas acreditava-se que o professor que veio do Canadá seria o homem certo para dar energia à economia. No entanto, desde cedo se fez notar a sua falta de jeito para a política, e, de tiro no pé em tiro no pé, foi-se esvaziando de poderes: nas privatizações, parcerias público-privadas, no emprego jovem… e agora até lhe retiram o controlo total dos últimos milhões dos fundos comunitários para o entregar ao ministro das Finanças, que terá "a palavra decisiva". Ou seja, Álvaro coordena os fundos mas fica sob vigilância.

Assim sendo, de relevante pouco mais restará a Álvaro do que a pasta dos Transportes (nem a das Obras Públicas contará, pois não há dinheiro para obras…). Na nossa memória, ficará apenas como o ministro do pastel de nata…

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