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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Março de 2011 às 00:30

Paradoxalmente, "fazer o trabalho de casa" ouve-se muito menos em casa. Aliás, o dito trabalho de casa raramente se faz em casa. Embora, quase sempre, se tenha de fazer com a prata da casa.

A luta política é muito definida em função de saber quem primeiro fez o trabalho de casa. Ou não fez. Sócrates clama por ser ele a fazê-lo. As oposições, que são elas. Agora, até está na moda governamental fazer o trabalho de casa… fora de casa. Melhor dizendo, de casa em casa, em casa de hóspedes alemães ou bruxelenses. Em versão PEC, ou seja com casa decimal.

O certo é que todos gostariam de fazer o trabalho de casa no Banco Central Europeu, que, por sinal, é cada vez mais a casa de penhores ou casa de prego de Portugal.

Ontem, no Parlamento, ficou destinado o trabalho de casa dos próximos meses. No meio desta crise, o problema é governar a casa do povo. Correr os cantos à casa e não só fazer as honras da casa. Com ética. E agora que parece que Sócrates vai para casa!

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