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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Outubro de 2009 às 00:30

Neste contexto, a apresentação pública de quatro casos de sucesso como a Derovo, a Felmica, a Salsa e a Frulact permitiu identificar algumas linhas comuns que fizeram a diferença e podem ser de enorme utilidade para quem quer inovar e vencer, vendendo para o Mundo aquilo que faz parte da tradição da nossa economia. 

Em primeiro lugar, a inovação nos produtos tradicionais não resulta, por norma, do acaso ou de uma invenção inesperada, decorre antes da identificação de uma oportunidade de mercado e da consequente persistência no desenvolvimento do produto e da organização para lhe dar resposta.

Em segundo lugar, a inovação nos produtos tradicionais não dispensa o uso de ferramentas e métodos de fronteira tecnológica. Nestes segmentos, o produto é tradicional mas a forma de o produzir e distribuir não tem que o ser e, normalmente, não o é.

Finalmente, a inovação tradicional exige, para ser bem sucedida, um grau de ambição e uma atitude de excepção. Os casos apresentados no seminário são notáveis e excepcionais. A situação ideal é que deixem de o ser e se tornem exemplos normais no meio de muitos similares; mas nesta fase de impulso da nossa economia a excelência na atitude é determinante.

Os programas de apoio à modernização e à internacionalização das empresas portuguesas, em particular das PME, inseridos no COMPETE, são alavancas fundamentais para o sucesso da inovação em produtos tradicionais. As empresas citadas neste artigo recorreram a eles não como um ponto de partida mas como um instrumento e uma componente do pacote de viabilização. É esse o trajecto que conduz ao êxito.

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