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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Maio de 2011 às 00:30

 O líder do CDS foi muito claro ao dizer que não vai para um Governo liderado pelo PSD se tiver 8% dos votos nas legislativas. A razão é simples. A sua única experiência governativa com os sociais-democratas, o Executivo de Durão Barroso entre 2002 e 2004, foi um autêntico desastre, e Paulo Portas pagou muito caro a sua disponibilidade para integrar um Governo que não só não resolveu um único problema como deixou uma pesada herança ao PS, vencedor absoluto das eleições de 2005.

O aviso do líder do CDS significa que o PSD, com os ataques desenfreados aos democratas-cristãos e os apelos desesperados ao voto útil, se arrisca a ficar sozinho no Governo, uma situação que neste momento é um exclusivo do PS de José Sócrates. Bem podem pois os comentadores de serviço da S. Caetano lançar alertas ao eleitorado do centro-direita sobre o fantasma de uma vitória do PS se o CDS aumentar a sua votação. Passos Coelho pode ficar com o pote, mas estará longe de ganhar o País. E a sua vitória não será apenas efémera. Será uma verdadeira tragédia nacional.

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