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Correio da Manhã

Opinião
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11 de Junho de 2011 às 00:30

Então o que fez o Sr. BOA pela Justiça em Portugal? Promoveu, no seio da advocacia que representa, um conflito como nunca antes se vira; atacou tudo e todos os que trabalham na Justiça, ficcionando privilégios desmesurados de cada classe, repercutindo assim a mensagem que o infeliz poder político quis sempre fazer passar nos últimos anos, por sinal o mesmo que é responsável pelo actual estado do País...

O que o Sr. BOA falou sobre o estado da Justiça também é difícil compreender como um todo coerente, tal é a diversidade das suas sucessivas asserções quando tem um microfone à disposição. Há, no entanto, que reconhecer um fio condutor, do qual, a propósito e a despropósito, não se afasta: o fantasma do juiz, figura com a qual antipatiza profundamente, por razões que porventura nem só o próprio saberá...

É na análise da decisão do juiz que se deve aferir da bondade do decidido e não tendo, por um lado, somente o sentido final da decisão e, por outro lado, o sentimento de cada um sobre o que seria a justiça do caso concreto, com tudo o que de subjectivo isso implica. E é este o erro, trágico/cómico, em que incorre permanentemente o Sr. BOA. Resta saber se o faz conscientemente ou se, pelo contrário, o faz por um impulso irresistível, que não domina.

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