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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Triste destino

O Partido Nacional Renovador (PNR) é hoje a face mais visível e organizada da extrema-direita em Portugal. Triste destino de um partido que em meados da década de 80 surgiu com o nome de PRD na sombra do então Presidente da República, General Ramalho Eanes. Nas eleições de 1985, foi a grande surpresa, conseguiu quase 18% dos votos, abalando o Partido Socialista.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Abril de 2007 às 00:00
Em 1987 cometeu um autêntico acto de suicídio ao provocar a queda do primeiro governo minoritário de Cavaco Silva. O eleitorado não lhe perdoou o erro e o primeiro-ministro conquista a maioria absoluta. O Partido Renovador fica com a sua expressão parlamentar reduzida, perde relevância política e o seu inspirador e os mais fiéis eanistas abandonam-no. Numa insólita operação, o PRD é comprado por um grupo de extrema-direita. O respeito que o General Eanes merece deveria ter sido suficiente para que alguém com responsabilidades tivesse requerido aos tribunais a extinção daquela estrutura.
Os movimentos de extrema-direita, tal como os de extrema-esquerda, devem ter direito a expressar-se e a ir a votos, desde que não infrinjam os limites da lei.
Incitar ao racismo além de ser um crime é uma profunda estupidez e incoerência num País que é síntese de vários povos, desde celtas, romanos, suevos, visigodos, mouros, judeus, africanos, e tantos outros que nestes séculos chegaram, ficaram e foram assimilados.
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