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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Setembro de 2002 às 21:00
O último treinador encarnado a ganhar três jogos seguidos foi Toni, em Janeiro/Fevereiro de 2001, e o último a ganhar quatro foi Eriksson, em Outubro de 1990. A nação benfiquista continua em ebulição - naturalmente saudosa de se (re)ver na liderança -, mas nem isso abate a “carranca” de Jesualdo Ferreira, que sabe muito bem que o Benfica ainda não foi testado a sério e que a equipa, a despeito de um poder de fogo assinalável, tem insuficiências embaraçosas - sobretudo na defesa.

Mas ganhar jogos disfarça muita coisa e é a melhor maneira de se ganhar o mais importante: a rotina de ganhar, que o Benfica perdeu há um ror de anos. Que o diga Inácio, campeão pelo Sporting.

As três vitórias seguidas do Guimarães conferem-lhe nos tempos mais próximos o direito a ser poupado às azias e observações sibilinas do “outro treinador” do Guimarães, o presidente Pimenta Machado - que, mais do que Inácio, precisa de vitórias como as plantas de água.

José Mourinho, na linha de Pinto da Costa, continua a fazer previsões: só que agora (primeira forma!), diz que será muito difícil desalojar o Benfica do 1º lugar e dá a entender que o 2º lugar já não seria mau para o Porto.

É um contrasenso dizer isto à 3ª jornada e um contrasenso ainda maior para quem disse ter a certeza que o Porto este ano ia ser campeão. Em que ficamos? Mourinho tem obrigação de fazer muito melhor. Não foi isto que aprendeu com Robson e com Van Gaal.

O pezinho não lhes fugia para o chinelo com esta facilidade. A máquina de futurologia das Antas também previu a Bola de Prata para Simão à 3ª jornada.

Convenhamos que é muita previsão... e muito disparate em tão pouco tempo, se nos lembrarmos dos dichotes de baixo nível que dali têm sido arremessados a alguns senhores do Benfica e à família Loureiro.

Outro nível, outro civismo e outra educação? Há. No Sporting. Na SAD e na equipa técnica, pelo menos. Cilindrado em P. Ferreira ao cabo de 28 jogos invicto, Bölöni disse a verdade com a maior naturalidade do mundo e tirou o chapéu a José Mota, que também esteve muito bem - em tudo. Nenhum dirigente do Sporting bolsou bílis e patetices . Assim até dá gosto perder.

Ou seja, tudo como dantes no Q.G. de Abrantes.
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