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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Turbo-pensões

Manuel Alegre trabalhou poucos meses na RDP, mas descontou mais de 30 anos como deputado. Recebe agora parte da reforma, mas quando abandonar a Assembleia terá direito a uma subvenção vitalícia, uma espécie de segunda pensão.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 26 de Julho de 2006 às 00:00
A actual maioria atacou estes privilégios, mas os direitos adquiridos não foram extintos. E Alegre nem é caso único, nem sequer é o mais escandalo das turbo-reformas dos titulares de cargos políticos. Desde ex-governantes e ex-deputados a autarcas, o País está cheio de notáveis que acumulam a sua reforma profissional com as subvenções, como se fosse possível manter duas ou três funções com descontos simultâneos.
No lote dos privilégios públicos, há ainda as reformas douradas das administrações da Caixa e do Banco de Portugal. Sócrates já prometeu eliminá-las, mas no caso do banco central ainda recentemente uma nova administração tomou posse e esses privilégios ainda não desapareceram.
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