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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Janeiro de 2010 às 00:30

Eleito sob uma euforia delirante em que se entrelaçaram quase todos os mitos esquerdistas pós-Kennedy, Obama tinha quase tudo para não estar a cair a pique nas sondagens: bastava-lhe cumprir o que disse e ser diferente de Bush. Mas não o foi nas promessas essenciais - no Iraque, no Afeganistão e em Helsínquia, as mudanças limitaram-se ao estilo e à retórica. Nem sequer fechou Guantanamo, a maior vergonha de Bush. Internamente, manteve o que já estava mal e resvalou numa estatização obsessiva. Obama incarna o maior problema da política actual: a diferença abissal entre a proclamação dos chavões e a concretização dos princípios, entre a ilusão ‘marketeira’ e a incómoda realidade.

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