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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Abril de 2005 às 00:00
O jornal é de Turim, mas de divulgação nacional, centenário (fundado em 1867), e respeitado nas questões do Vaticano: a única entrevista que este Papa jamais deu foi ao editorialista do ‘La Stampa’, Jas Gawronski, em 1993.
E, no entanto, ‘La Stampa’ cometeu ontem uma gaffe tremenda. A sua edição era um obituário prematuro. Na primeira página, foto do Papa e título necrológico: “Giovanni Paolo II – 1978-2005”. Ao lado da foto, a homenagem do director Marcello Sorgi. E essa também anuncia já a morte: “Na hora em que este extraordinário Papa saiu de cena...”
Na página 2, a precipitação vira definitivamente tolice. Numa coluna sobre a jornada de sexta-feira, 1 de Abril, hora a hora, narra-se o que a “aconteceu” nesse dia. Para as “20h30”, quando a edição do jornal já devia estar fechada, deitaram-se a adivinhar e escreveram: “O cardeal Ruini, cardeal-vigário de Roma, anunciará a morte do Papa, como prevê o protocolo”... O protocolo quereria assim, João Paulo II é que foi teimoso, quis um dia a mais.
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