Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
3
20 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Um imbecil da mesa de voto não os deixou ir mais longe. Que não, um eleitor não podia ter companhia. Eu julgava saber que não era assim, mas o incómodo do meu pai fez-me ceder. Nunca mais a minha filha pôde acompanhar o avô ao voto e arrependi-me sempre por não ter sido intransigente naquele dia.
Ainda há pouco, quando vi uma mulher nobre erguendo o dedo marcado de azul, depois de ter votado em Bagdade, me recordei que há momentos que não se perdem.
Gostava que tivesse sido especial o primeiro dia da minha filha numa cabina de voto. Mas, se calhar, até foi bom: ela soube cedo que votar nunca é dado, há sempre quem queira pôr obstáculos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)