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Correio da Manhã

Opinião
30 de Setembro de 2004 às 00:00
A Pinto da Costa de pouco vale lembrar que Mourinho fez o FC Porto encaixar mais de cinquenta milhões de euros em transferências. O dinheiro nunca foi um fim para o mais ganhador dos presidentes. O que Pinto da Costa não perdoa é que, com Mourinho, foi-se a alquimia que transformava o jogador em ouro.
Fui dos que achou que Mourinho ia para Chelsea correr o grande risco de esbater a aura num projecto esbanjador, pouco sólido, mas sedento de vitórias a curto prazo. O caminho da equipa deste treinador predestinado está a derreter o cepticismo – a equipa do Chelsea já joga à Porto de Mourinho.
Sem medo de aceitar a pressão contrária como forma de encontrar espaços vazios, com uma ambição exclamativa que leva a pressão até à área contrária. Com muita confiança.
Pelo contrário, no FC Porto a bola gagueja entre desgarradas. Não há sinal de oásis naquele deserto que Mourinho deixou. Quando mediu o salto, Mourinho estava certo, provou-se ontem. Pinto da Costa nos tempos mais recentes só acertou quando, em actos falhados, chamou Luis ao Fernandez que tinha mais à mão.
Sem argumentos futebolísticos sólidos, o ambiente vai escaldar quando Mourinho regressar ao Dragão.
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