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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Um golpe ruinoso

Há mais uma palavra inglesa que arrisca tornar-se famosa em Portugal: swap. Significa troca, mas no escândalo dos contratos de juros das empresas públicas representa um prejuízo para os contribuintes que pode ter uma dimensão equivalente à do BPN.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 23 de Abril de 2013 às 01:00

Revela-se neste caso uma tremenda irresponsabilidade de gestores e diretores financeiros que não acautelaram situações futuras de baixa das taxas de juro. É fundamental que a secretária de Estado do Tesouro, que dirigiu o departamento financeiro da Refer, envie todos os dados sobre estes contratos ruinosos ao Ministério Público para se apurarem as responsabilidades.

O prejuízo deste golpe é desastroso, representa 75 por cento dos cortes que a troika exigia. E os cortes no Estado têm sempre do outro lado pessoas, que perdem empregos ou subsídios.

Estamos a falar de um buraco que aumenta o défice em percentagem do PIB em mais dois pontos. Todos os portugueses vão pagar arduamente uma tremenda irresponsabilidade de gestores financeiros com currículo e poder que se deixaram seduzir pelo canto de sereias de banqueiros com soluções miraculosas para o problema imediato. Se houvesse ética entre os banqueiros credores, haveria uma renegociação, dado o peso que os contratos ruinosos têm no País. E se há direitos que são retirados a cidadãos, porque é que não há contratos alterados a especuladores?

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