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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Abril de 2005 às 00:00
Nestas últimas horas muitos milhões de pessoas rezaram por ele, mas pelo menos outros tantos reflectiram no seu exemplo.
O Papa só pode isso: influenciar(-nos). Não é um chefe de Estado que possa evitar guerras. É um Homem que deve apontar os caminhos da Paz, da Igualdade, da Fraternidade e da Justiça. João Paulo II pôde partir orgulhoso de nunca ter falhado nesse domínio. Ele foi o cidadão que ajudou o seu País a encontrar a Democracia e a Europa a destruir o vergonhoso muro de Berlim. Ele foi o pacifista que disse “não” à guerra, a todas as guerras, e até perdoou a quem o quis matar. Ele foi o Papa que finalmente pediu desculpa pela Inquisição.
De João Paulo II ficará uma imensa saudade, numa Terra que percorreu como peregrino incansável e humilde, dando esperança aos humildes e suscitando uma invulgar admiração entre os jovens.
Em especial nos seus últimos dias, como função de uma Vida de verdade, João Paulo II uniu o Mundo e os seus desavindos habitantes. A humanidade perdeu um Homem superior que vai ocupar um lugar na História e, sobretudo, na memória de todos nós, crentes e não crentes.
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