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Correio da Manhã

Opinião
9
17 de Maio de 2005 às 00:00
2.Tudo começou no onze do Sporting. O treinador não foi claro. Por um lado privilegiou a experiência, por outro manteve Miguel Garcia, deixando Rogério no banco e permitindo a Simão um dos melhores jogos dos últimos tempos. A aposta em Sá Pinto na frente, Rochemback (com apenas um treino...) e Barbosa no meio era a aceitação tácita de que o ritmo do Benfica servia (?).
3.Trapattoni convenceu os jogadores de que as partidas têm 90 minutos. O Benfica empenhou-se em defender muito bem, a meio-campo, cerceando a reconhecida capacidade de trocar a bola do Sporting. Apesar de ter em campo todos os elementos que dão classe à equipa, os ‘leões’ só remataram depois dos 30 minutos.
4.Sem um elemento rápido na frente que esticasse a equipa, e com demasiados jogadores de ritmo lento, o Sporting tentou vestir um fato que nunca lhe serviu ao longo da época: o de equipa ‘cerebral’, com grande controlo das emoções, nascida para gerir resultados.
5.O Benfica manteve a estrutura durante 77’. De facto, aquele era o melhor onze e Trapattoni sabia que não poderia jogar olhos nos olhos com o Sporting durante muito tempo. De resto, já com Tello, Pinilla e Hugo Viana em campo (finalmente...), Peseiro conseguiu assustar e dizer que esteve perto de marcar.
6.A sete minutos do fim, Luisão (e Ricardo...) deu ao Benfica o que Trapattoni procurava: aproveitamento de um erro do adversário, ganhar sem se expor. Peseiro poderá sempre dizer que fica por provar que outra estratégia teria sido melhor e se calhar a equipa também não tem, neste momento, fôlego para mais do que um jogo ‘à Benfica’. Mas que esta abordagem deu errado, isso a história registou. Obviamente, a derrota não retira qualquer mérito ao treinador ‘leonino’ na excelente temporada do Sporting e exigir muito ao finalista da Taça UEFA é um sinal de crescimento.
7.O FC Porto é a única equipa que poderá frustrar a festa ‘encarnada’. É um sinal de dignidade que se regista, numa época particularmente delicada.
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