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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Um Midas ao contrário

O Governo de Passos Coelho trata os portugueses como néscios e párias. Acha que são ignorantes, estúpidos e irresponsáveis. E despreza-os na procura de saída para a crise. Também não ouve oráculos, como Mario Draghi, presidente do BCE, que esta semana disse que "a consolidação orçamental óptima baseia-se na redução das despesas, não no aumento de impostos".

João Vaz 18 de Novembro de 2012 às 01:00

Passos Coelho e o Governo apostam na demagogia. Promoveram a medida política a propriedade distributiva da subtracção quando falam da divisão dos subsídios em duodécimos, para enganar os contribuintes. Esperam que as pessoas olhem só para o líquido e achem que os patrões lhes pagam pouco quando é o Estado que lhes confisca muito.

O Governo de Passos Coelho não percebe a preocupação do maior empresário português do calçado, Fortunato Frederico, que para evitar a desmotivação dos operários quer dar um 15º ordenado em Janeiro. A aflição de Passos Coelho é arrecadar logo no 1º trimestre o máximo de impostos, ainda que seja a cobrar sobre o subsídio de Natal do final do ano. Tenta evitar fiasco nas contas logo na Primavera. Não deve ter sorte porque é um Midas ao contrário: desgraça tudo o que toca.

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