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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Um mito urbano

O custo da dívida da emissão de bilhetes do tesouro realizada ontem quase que quintuplicou face ao preço pago há apenas seis meses. Nas emissões de dívida a dez anos já pagamos mais do dobro dos alemães.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 17 de Junho de 2010 às 00:30

Aliás, nas OT a dez anos 60 por cento do custo dos juros que os contribuintes pagam aos credores é um prémio de risco pela má fama do País.

A crise tem sido apontada como a principal justificação para manter este clima de paz podre da política portuguesa, com um governo minoritário que se limita a gerir os prejuízos e um primeiro--ministro que perdeu grande parte do seu capital de credibilidade.

Em Setembro passado, muitos eleitores já tinham dúvidas sobre o primeiro-ministro, especialmente por causa do Freeport e dos pequenos episódios que por si só não eram importantes mas que no conjunto revelam o seu currículo peculiar. Mas em Setembro ainda era com Sócrates que os portugueses acreditavam poder vencer a crise.

Agora, tal como o seu amigo Zapatero em Espanha, Sócrates é impotente contra a crise. A realidade encarrega--se de desmentir o optimismo do primeiro-ministro. Manter este governo em lume brando a gerir a crise pode ser útil para o cálculo político do Presidente da República, pode ser útil para os objectivos a longo prazo do PSD, mas não usem a crise como desculpa, que esse argumento é um mito urbano.

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