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Correio da Manhã

Opinião
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Octávio Ribeiro

Um País bipolar com recessão à porta

Menezes, de uma penada, quer fechar as portas do partido à oposição interna e faz engrossar as ruas do protesto.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 8 de Março de 2008 às 00:30
Hoje, quem desfila em manifestação por Lisboa? Desfila uma significativa franja de professores descontentes, enquadrada por uma estranha coligação de interesses entre o PCP e este irreconhecível PSD.
Noutro ponto do País, bem mais a norte, Menezes tenta aprovar em Conselho Nacional alterações ao regulamento do PSD que unem em documento contra 10 antigos secretários-gerais. Este “golpe de Estado”, como lhe chama Castro Almeida, visa amarrar Menezes à liderança até pelo menos 2009 e quase passa despercebido face à magnitude do evento previsto para Lisboa.
Neste primeiro momento de lampejo, digno da sua habilidade política, Menezes, de uma penada, quer fechar as portas do partido à oposição interna e faz engrossar as ruas do protesto, mesmo que para isso tenha de partilhar discursos com a Fenprof.
E o que faz o Governo, mais o aparelho de Estado que controla?
Uma ministra titubeante responde na televisão que se estivesse a exercer como professora não sabe se estaria na manifestação de Lisboa – se a ministra não sabe, enquanto professora, como reagiria às suas políticas, quem pode aspirar a saber? – e o Comando Nacional da PSP confirma, em comunicado, que mandou os polícias averiguarem quantos autocarros se deslocariam a Lisboa.
Por razões de segurança, obviamente. E é neste clima de bipolaridade crescente que o País caminha aos tombos por 2008.
Ano de recessão internacional, que já bate à porta em Espanha.
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