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Correio da Manhã

Opinião
20 de Janeiro de 2007 às 00:00
Fingem perceber a crise e aceitar a maioria dos sacrifícios impostos, mas a seguir vão ao banco pedir empréstimos para adquirir as últimas novidades tecnológicas e as férias que lhes dão ‘status quo’. A solução só pode ter maus resultados.
Os recordes de consumo registados no último Natal são inadmissíveis. Num país sem dinheiro, gastaram-se milhões numa febre consumista que o Executivo estimula em vez de controlar. A bola de neve vai acabar por arrastar o País e causar mais uma avalancha económica.
Por melhores efeitos que os dados revelados ontem pe-lo Banco de Portugal possam ter quando divulgados internacionalmente, é preciso ser pragmático. O consumo estimula o crescimento da eco-nomia, mas um país endividado acabará por cair no abismo. Com a subida dos juros e dos preços, o ritmo do endividamento individual para consumo é insustentável.
Ninguém vive eternamente acima das suas possibilidades. A começar pelo próprio Governo. A realidade não demorará a doer a todos.
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