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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Desta vez, dizem os próximos da Santa Sé, o Papa não queria ir para o Hospital Gemelli. Mas há muito que a sua vida é dependente e não pode estar sozinho, porque até a própria saliva pode sufocar um parkinsoniano avançado como é Woytila.
Entre outras, o Papa tem programada uma viagem a Portugal em Maio. Ninguém sabe se a realiza, como ninguém sabe o tempo que ainda vai durar João Paulo II. O que, aliás, acontece com qualquer humano.
O Papa politicamente mais influente do século XX e o terceiro de reinado mais longo na história da Igreja terá um dia um sucessor. Há quem ache que o Papa devia renunciar, por já não ter condições físicas; outros confiam no Espírito Santo. Mas a sabedoria milenar da Igreja é sempre um capital invejável.
A sucessão é uma discussão interminável, mas há uma parte interessante: é se deve ser um Papa relativamente jovem (menos de 50 anos) ou mais velho (mais de 70). Aí não tenho dúvidas: o Papa Woytila mostrou que a sua juventude e a sua energia foram essenciais para levar a sua mensagem às sete partidas do Mundo.
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