Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
3
7 de Maio de 2005 às 00:00
Se lhe juntarmos que o marcador foi o mais improvável de todos os ‘leões’ que estiveram em campo só ajuda a perceber como foi arrancada a ferros a presença na final, deixando os holandeses a chorar dois dias seguidos, depois de o PSV ter caído perante o Milan na Liga dos Campeões.
Esta final é um prémio para uma política de uma certa contenção que o clube seguiu, tentando conciliar resultados e custos, acreditando que a formação tem que ser uma das vias de chegada à alta competição.
É também uma boa forma de demonstrar que treinadores portugueses têm hoje qualidade no mundo inteiro e que é sempre uma vantagem ter à frente das equipas alguém que conheça o meio. José Peseiro, depois de todas as críticas que lhe fizeram este ano, saiu do Alkmaarderhout num plano que ainda não lhe tinha sido reconhecido. Nem só de José Mourinho vivem os treinadores portugueses.
Finalmente, esta quarta final europeia (incluindo a Selecção Nacional no Euro’2004) em três anos mostra que, ao contrário do que alguns gostam de dizer, nem tudo é péssimo e horrível no futebol português. Só um movimento com vitalidade, crença e meios consegue estes resultados. Esperemos que a receita dê para pagar tudo ao Fisco do inefável dr. Bagão Féliz...
Ver comentários