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Correio da Manhã

Opinião
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26 de Junho de 2003 às 02:08
Para ser também o gestor do maior clube-empresa do Mundo, cujos tais activos valem ‘apenas’ 383 milhões de euros. E fá-lo mesmo sabendo que o segundo maior clube do Mundo, o Manchester, do qual era o número dois, o queria para número um.
Motivo pois, para dar como bem empregue os anos de travessia no deserto que passou longe de Portugal, sob a tutela da FIFA, em paragens longínquas e de futebol apagado como os EUA, o Japão, os Emirados Árabes ou a África do Sul, enquanto a pátria – que não gostara da forma agressiva como reagira às conquistas de 89 e 91 nem das mudanças que o seu plano pretendia para o futebol nacional – , quase o esquecia (Sporting e FC Porto ainda tentaram), e evocava o seu nome apenas para cargos longe da relva, como chegou a ser o de possível ministro do Desporto ou director do Euro’2004. Furou o bloqueio, ‘expiou os pecados’ e ganhou mais uma aposta pessoal. Mas também vai ter de triunfar lá fora para que lhe reconheçam valor cá dentro.
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