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Correio da Manhã

Opinião
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22 de Setembro de 2003 às 00:00
Nestas páginas já prestei homenagem a paladinos dos direitos dos consumidores, como Mário Frota, Joaquim Carrapiço, João Nabais e Beja Santos, entre muitos outros, que vão denunciando práticas menos correctas e fomentando um comércio justo. A Associação Portuguesa de Direito do Consumo, o Instituto do Consumidor e a DECO são alguns dos importantes órgãos que actuam neste domínio.
Na altura, referi-me ao assunto a propósito de um operador de telemóveis que recusou devolver uma quantia indevidamente paga por um amigo meu.
Por vezes, as atitudes mais estranhas surgem por parte de quem menos se espera. Ainda recentemente, fui vítima de uma situação particularmente desagradável por parte de uma conhecida multinacional norte-americana, que opera em Portugal.
Mas felizmente, as práticas comerciais são cada vez mais leais.
Há dias, passou-se comigo algo de muito significativo no Fórum Almada.
Neste centro comercial, desloquei-me a uma grande superfície, que dispõe de um sector separado de electrodomésticos, informática e telecomunicações.
Tinha como objectivo adquirir uma impressora para computador. O funcionário que me atendeu foi incansável na prestação de informações. Revelou grande disponibilidade, conhecimentos e honestidade.
Decidi-me por um determinado modelo, que custava €219,00. O empregado foi ao armazém e voltou com a notícia de que apenas existia o exemplar exposto, que aliás tinha sido colocado havia pouco tempo na prateleira. As alternativas eram três: levar a impressora que estava em exposição, encomendar uma encaixotada, aguardando alguns dias ou pura e simplesmente não fazer a aquisição. Nenhuma delas me agradava muito.
Com alguma hesitação e considerando a urgência que tinha, acabei por optar em levar a impressora que se encontrava em exposição. Fi-lo porque tinha visto exactamente o mesmo modelo noutra loja do centro comercial por €309,00. Imagine-se a diferença!
O empregado disse-me para esperar um pouco enquanto embalava o material.
Eu aproveitei aqueles minutos para me dirigir ao outro estabelecimento, onde o equipamento estava à venda por um valor muito superior.
Fui atendido por uma eficiente empregada, que disse ter uma impressora igual encaixotada, dispondo-se imediatamente a reduzir o preço, de modo a vendê-la pelo montante praticado na grande superfície.
Regressei a esta. Apresentando as minhas desculpas ao funcionário, disse já não querer a impressora, explicando-lhe os motivos porque voltava atrás.
O empregado não se mostrou minimamente melindrado e colocou-se ao meu dispor para algo mais de que eu necessitasse. Ajudou-me na aquisição de alguns consumíveis de baixo valor. Por fim, agradeceu a minha presença no estabelecimento. Admirei a sua classe e profissionalismo.
Fiquei com excelente impressão de dois estabelecimentos e, em particular, de dois colaboradores.
Por um lado, apreciei a categoria do funcionário da grande superfície. Por outro, confirmei a qualidade da outra loja, que se prontificou a igualar os preços da concorrência.
São pessoas como estas que cativam os clientes e fazem-nos regressar às casas onde trabalham.
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