Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
9
15 de Junho de 2006 às 00:00
A provar que com poucos recursos, uma brilhante história e grandes actores se pode dar cartas na Sétima Arte, ‘A Lula e a Baleia’ concorreu ao Óscar de Melhor Argumento e recebeu ainda três indicações aos Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Actor de Comédia/Musical (Jeff Daniels), Actriz (Laura Linney) e Filme de Comédia/Musical. Só no prestigiado Festival de Sundance acabou por arrebatar os troféus de Melhor Realizador e Argumento, mas nas salas nacionais, onde hoje se estreia, deverá conquistar os espectadores.
Sem que o nome sugira o drama familiar que se trava em ‘A Lula e a baleia’, a fita retrata, intensa e ironicamente, o ambiente vivido numa casa em ‘ruínas’, quando os pais se demitem do matrimónio, deixando os filhos Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kline), à própria sorte.
Um história de fundo altamente autobiográfico, já que se baseia na vida do próprio realizador que, aqui, recupera memórias de uma infância turbulenta, ao lado do irmão.
Walt e Jesse dão expressão às vivências do autor e às angústias dos adolescentes quando a família se desmorona à sua volta. Enquanto para um a situação acaba por ser um impulso para o amadurecimento, para o outro, mais ingénuo, o divórcio dos pais transforma-se numa barreira com a qual não consegue lidar. E, à medida que os filhos crescem à força, os pais lançam-se em relações descabidas para tentarem colmatar as falhas emocionais do fim de uma vida construída em comum.
Um filme sobre tensões, sentimentos, responsabilidades e, sobretudo, um manual para relações. A família acima de tudo...
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)