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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Fevereiro de 2003 às 00:01
Fantástica". Assim qualificou José Mourinho a (desfalcada) equipa do FC Porto que acabara de bater facilmente o Beira-Mar, nas Antas, em vésperas da deslocação à Luz. Realmente, o FC Porto não acusou a ausência de meia equipa e, fiel ao 4x3x3 do costume, tratou de manter o avanço sobre o Benfica com uma exibição segura e eficiente. Os campeonatos ganham-se assim e a equipa ‘B’ mostrou por que razão o banco portista é o melhor da SuperLiga. É um banco que dá garantias ao ponto de não se notarem grandes diferenças no rendimento da ‘máquina’ – pelo menos frente a adversários dóceis como o Beira-Mar, que o próprio treinador, António Sousa, se encarregou de desclassificar no final do jogo – "à partida, este desafio era para perder", disse ele, antes de esclarecer que o principal objectivo da equipa era "dar uma boa imagem" (!!!). Por uma vez Mourinho fez bem em não elogiar o adversário – seria ridículo comparar depois as suas declarações com as de Sousa –, mas voltou a insistir nos queixumes e azedumes que, tirando duas excepções recentes (Bobby Robson e Fernando Santos), fazem parte do perfil obrigatório dos treinadores do FC Porto de Pinto da Costa, sempre-sozinho-contra-o-mundo-especialmente-contra-o-Benfica. "Enquanto outros descansam durante a semana, nós vamos jogar na quinta-feira", queixou-se Mourinho, como se o Benfica também não gostasse de jogar na Europa. Já não há pachorra. Ninguém explica a este competente treinador que a estafadíssima arenga oficial portista só o prejudica e minora? É que há sempre um inimigo, uma conspiração, uma cabala, safa! Bolas, veja onde foi parar o Partido Comunista com esta conversa. É pela positiva, homem, pela positiva!!!
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